Peru: Ambiente De Negócios
E Risco País
O Peru cresceu 3,3% em 2025 — acima das projeções do FMI e do Banco Mundial — impulsionado pelo consumo privado, recuperação pós-El Niño na manufatura e pesqueiros, e uma mineração que responde sozinha por mais de 29% do estoque de IED do país.
[BBVA Research] Com inflação de 1,5% no fechamento de 2025 e dívida pública em 32% do PIB, os fundamentos fiscais são dos mais conservadores da América do Sul. [World Bank]
O problema está acima da linha econômica: desde 2016 o Peru teve seis presidentes. A aprovação de Dina Boluarte caiu a 4% em 2025, o Congresso apresentou 34 candidatos presidenciais para as eleições de 12 de abril de 2026, e investigações de corrupção ainda minam a confiança institucional. [Americas Quarterly] O resultado é um país com bons números macro e governança fraca — uma combinação que atrai capital de risco tolerante a volatilidade, mas que afasta IED de longo prazo que depende de estabilidade regulatória e previsibilidade política.
O PIB peruano cresceu 3,3% em 2025, superando a projeção de 2,8% do FMI [IMF] e de 2,9% do Banco Mundial [World Bank]. O BCRP atribui o resultado à aceleração do consumo privado no segundo semestre, impulsionada por ganhos reais de salário que recuperaram e superaram os níveis pré-pandemia, inflação baixa e saques extraordinários de fundos de pensão iniciados em novembro de 2025. [BBVA Research] Para 2026, o BCRP projeta 3,0%, com o BBVA estimando 3,1% — mas o Allianz Trade é mais cauteloso, projetando 2,7%, citando incerteza eleitoral como freio ao investimento privado. [Allianz Trade]
A inflação fechou 2025 em 1,5% — confortavelmente dentro da meta do BCRP de 1% a 3% — e deve subir para 2,5% em dezembro de 2026 com menor apreciação do sol e relativa estabilidade do petróleo. [BBVA Research] O déficit fiscal recuou para 2,3% do PIB acumulado até outubro de 2025, e o Banco Mundial projeta que a dívida pública suba gradualmente de 32% para 36% do PIB no médio prazo — ainda abaixo do teto fiscal de 38%. [World Bank] Em termos fiscais, o Peru é um dos países mais conservadores da América do Sul.
O ponto fraco está na composição do crescimento: manufatura (8,2%) e pesca (10,9%) lideraram os setores no terceiro trimestre de 2025, em grande parte por recuperação pós-El Niño, e não por expansão estrutural. [BBVA Research] Os setores primários contraíram 0,6% no mesmo período. O BCRP projeta que o crescimento de médio prazo se estabilize entre 2,5% e 3,0% ao ano — o que implica que 2025 foi um pico cíclico, não uma mudança de trajetória.
Manufatura e pesca lideraram o crescimento em 2025, mas ambos refletem recuperação pontual, não transformação estrutural.
Oito dos nove setores acompanhados cresceram no terceiro trimestre de 2025 — o problema é que os mais dinâmicos são dependentes de fatores climáticos e de ciclos de commodities.
No terceiro trimestre de 2025, manufatura (8,2%) e pesca (10,9%) foram os setores de maior expansão, seguidos por comércio (6,4%) e agricultura (4,5%). [BBVA Research] O desempenho da pesca reflete a normalização pós-El Niño: o fenômeno climático de 2023–2024 suprimiu os estoques, criando uma base comparativa favorável em 2025. A manufatura beneficiou-se da demanda privada aquecida e do impulso ao consumo doméstico.
Os setores de energia e água (2,5%), transporte (2,9%) e construção (3,1%) mostraram crescimento mais modesto, enquanto os setores primários agregados contraíram 0,6% no mesmo período. [BBVA Research] Essa contração nos primários é relevante porque a mineração — o maior gerador de divisas do país — pertence a essa categoria agregada, indicando que eventos operacionais negativos (paralisações, conflitos com comunidades) pesaram sobre a produção mineral mesmo num ano de crescimento forte.
Para 2026, o BCRP projeta que atividades não primárias continuem liderando, sustentadas pelo consumo privado, enquanto incerteza eleitoral no segundo trimestre deve frear o investimento privado. [BBVA Research] A conclusão é direta: o Peru cresce, mas o crescimento é liderado por consumo e recuperação cíclica — não pela acumulação de capital produtivo que sustentaria taxas mais altas no médio prazo.
O salário mínimo peruano é um dos mais baixos da América do Sul, mas dados formais de remuneração por setor permanecem sem publicação oficial acessível.
PEN 1.130 por mês posiciona o Peru como um mercado de trabalho de custo baixo — mas a escassez de dados setoriais impede uma comparação rigorosa.
O salário mínimo peruano é de PEN 1.130 por mês (aproximadamente USD 300) desde 1º de janeiro de 2025, definido por decreto presidencial após processo tripartite entre trabalhadores, empregadores e governo. [Wage Indicator] Esse valor equivale a PEN 7,06 por hora numa jornada padrão de 48 horas semanais — um dos mais baixos da região, comparável ao Paraguai e abaixo do Chile (USD 580), Colômbia (USD 290 convertido ao câmbio) e Brasil (USD 250 em termos nominais, mas com estrutura de benefícios distintas).
Estimativas não oficiais apontam salário bruto médio de S/ 2.200 mensais (USD 598) e renda mediana de S/ 1.300 (USD 353) para todos os setores. [Wage.is] Nenhuma dessas cifras possui atribuição ao INEI ou ao Ministério do Trabalho, e nenhuma fonte Tier 1 disponível fornece desagregação salarial por setor — mineração, agricultura, manufatura ou serviços — para 2025 ou 2026. Essa lacuna é relevante: para investidores que modelam custo de mão de obra em setores específicos, os dados públicos não são suficientes sem pesquisa primária.
O que se sabe com maior confiança: os salários reais recuperaram e superaram os níveis pré-pandemia até meados de 2025, segundo o BCRP, o que sustenta a aceleração do consumo privado observada no segundo semestre do ano. [BBVA Research] Dados sobre escassez de habilidades técnicas, participação na força de trabalho e qualificação setorial não estão disponíveis em fontes Tier 1 para este período.
Seis presidentes em dez anos: o Peru tem uma das maiores taxas de rotatividade executiva do mundo e 2026 não oferece estabilidade.
A fragmentação política não é uma crise passageira — é a condição estrutural do Peru desde 2016, e as eleições de abril de 2026 não têm candidato favorito claro.
O Peru elegeu e perdeu seis presidentes desde 2016. Dina Boluarte chegou a registrar aprovação de 4% em 2025, segundo a Americas Quarterly, [Americas Quarterly] num contexto de crise de segurança pública, surto de violência vinculado à mineração ilegal e investigações de corrupção em curso. Em fevereiro de 2026, o Congresso censurou o presidente em exercício José Jerí, conduzindo José Maria Balcázar à presidência por sucessão constitucional até 28 de julho de 2026 — data prevista para a posse do vencedor das eleições de abril.
As eleições gerais de 12 de abril de 2026 apresentam um campo de 34 candidatos presidenciais — alta de 34 candidatos ante 18 em 2021 — cobrindo o espectro de extrema-esquerda a extrema-direita, com forte presença de populistas e candidatos de fora do sistema. [FTI Consulting] O Allianz Trade identifica a fragmentação pós-eleitoral como o principal risco para 2026–2027, projetando crescimento de 2,7% em 2026 e 2,5% em 2027 como resultado do impacto sobre o investimento privado. [Allianz Trade] A OCDE alerta que a incerteza política pode se intensificar no período pré-eleitoral, reduzindo a confiança do investidor.
O risco não se limita ao período eleitoral. Leis aprovadas pelo Congresso peruano em junho de 2025 concedendo impunidade para crimes contra a humanidade foram sinalizadas pela Human Rights Watch como indicador de desvio autoritário. [Human Rights Watch] O Índice de Estabilidade Política projetado para 2025 situa o Peru em -0,50 — abaixo da média regional latino-americana de -0,30. Para setores dependentes de contratos de longo prazo com o Estado — mineração, energia, infraestrutura — essa volatilidade institucional é o principal fator de desconto no modelo de retorno.
O IED saltou 73% em 2025, mas três quartos do capital vai para mineração, finanças e telecomunicações — o resto da economia atrai pouco.
USD 11,8 bilhões em IED parecem expressivos até você perceber que 67% se concentram em três setores e que a agricultura — setor com maior número de trabalhadores — capta apenas 5,1%.
O Peru recebeu USD 11,8 bilhões em IED em 2025, alta de 73% sobre os USD 6,9 bilhões de 2024. [EY / ProInversión] A mineração liderou com 29,8% do total (USD 10,2 bilhões em estoque acumulado), seguida por finanças (21,5%, USD 7,3 bilhões) e telecomunicações (16,1%, USD 5,5 bilhões). Energia e indústria somam outros 20% aproximadamente. [EY / ProInversión] O Peru captou 24% dos anúncios de IED em minerais e metais na América Latina entre 2005 e 2024, posicionando-o como o principal destino regional para capital em mineração. [CEPAL]
O dado mais revelador não é o total — é a concentração. A agricultura, que emprega a maior parcela da população em regiões pobres do país, recebeu apenas 5,1% do IED. Serviços amplos capturam fatias fragmentadas. Nenhuma fonte Tier 1 disponível identifica pelo nome as empresas líderes nos investimentos de 2025 ou 2026, o que dificulta a avaliação da qualidade e da sustentabilidade desses fluxos. [EY / ProInversión]
Para 2026, o BBVA aponta que a construção de grandes minas de cobre está prevista, o que deve sustentar fluxos para mineração. Mas a incerteza eleitoral do segundo trimestre tende a frear o investimento privado amplo, segundo o BCRP. [BBVA Research] O padrão é claro: o Peru atrai capital para recursos naturais e redes de comunicação — setores onde os retornos são mais visíveis e os contratos mais duráveis — e muito menos para manufatura, agronegócio ou serviços.
O Peru cobra 29,5% de imposto sobre lucros corporativos e avança em simplificação regulatória, mas a corrupção e a burocracia persistem como barreiras concretas.
A alíquota corporativa de 29,5% está acima da média regional — mas o real custo de entrada não é a taxa: é o tempo e o custo de navegar a burocracia peruana.
A alíquota do imposto de renda corporativo no Peru é de 29,5% para empresas em geral, com regimes especiais para aquicultura (15% para receitas até 1.700 UIT até 2032) e serviços digitais de não residentes (30%). [EY] O Peru exige relatórios anuais de preços de transferência — arquivo local, master file e relatório país a país — para empresas que superem os limites estabelecidos, com regras anti-elusão aplicadas pela Sunat. O sistema tributário é estruturado e previsível, mas exige compliance robusto.
Alíquota geral de 29,5%; regimes reduzidos para aquicultura (15–25% até 2032) e serviços digitais de não residentes (30%).
Obrigatório para grupos multinacionais que superem thresholds: arquivo local, master file e relatório CbCR exigidos anualmente.
Programa de remoção de barreiras burocráticas com aplicação do Silêncio Administrativo Negativo; objetivo declarado de melhorar qualidade regulatória e acesso a licenças.
A última edição do Ease of Doing Business do Banco Mundial posicionou o Peru em 76° lugar entre 190 economias, mas esse ranking foi descontinuado após 2019. O substituto, Business Ready 2025, ainda não publicou um ranking completo para o Peru nas fontes disponíveis. [World Bank] O que se sabe: o Peru avançou em remoção de barreiras burocráticas e aplica o Silêncio Administrativo Negativo no contexto do Roteiro Lima 2025–2040 para melhorar a qualidade regulatória. [OECD]
O Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International não aparece nas fontes disponíveis para 2025 ou 2026 com dado verificável para o Peru. Fontes secundárias citam 32/100, mas sem atribuição confirmada. O que as fontes Tier 1 sustentam é que a corrupção permanece endêmica, que investigações contra ex-presidentes e funcionários continuam ativas, e que o ambiente político de 2026 amplifica o risco percebido por investidores estrangeiros. [U.S. State Dept]
94,5% dos peruanos usam internet, mas menos de 14% dos lares rurais têm banda larga fixa — a divisão urbano-rural define o tamanho real do mercado digital.
Alta penetração de internet esconde uma infraestrutura de baixa qualidade fora das cidades — o que significa que o mercado digital peruano é efetivamente Lima e mais algumas capitais regionais.
A penetração de internet no Peru chegou a 94,5% da população em 2023 — número que reflete predominantemente acesso móvel. [OECD] A banda larga fixa, porém, conta uma história diferente: 38,4% dos lares urbanos têm acesso, contra apenas 13,5% dos rurais. [OECD] No contexto de um país onde regiões como Loreto, Puno e Cusco concentram populações significativas longe dos centros urbanos, isso significa que o mercado digital real é muito menor que o número de usuários de internet sugere.
| Penetração de Internet | 5G Rollout | Data Centers | Banda Larga Rural | Investimento Telecom | |
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Peru
94,5% usuários
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O 5G avança: o Peru contava com 3.889 antenas 5G no início de 2026, ante 2.800 no fechamento de 2025. [Setor de Telecomunicações] Os operadores Claro, Entel, Bitel e Integratel lideram a expansão. O investimento em telecomunicações cresceu 25,9% no primeiro semestre de 2025, atingindo 1,51 bilhão de soles, com projeção de 18,4% de crescimento no acumulado anual, impulsionado pela expansão da Viettel (Bitel). [Setor de Telecomunicações]
Em data centers, o Peru está emergindo como mercado secundário para cloud. A Cirion Technologies está concluindo um data center de 20 MW no Macropolis, e o LIM2, em Lurín, posiciona o país como porta de entrada para ecossistemas globais. [Cirion Technologies] A OCDE identifica o Peru como um dos três países latino-americanos — junto com Brasil e Chile — mais propensos a liderar PPPs em infraestrutura em 2026. [OECD] Dados sobre tamanho do mercado de e-commerce peruano para 2025 ou 2026 não estão disponíveis em fontes verificáveis neste relatório.
O Peru é referência em PPPs para infraestrutura em 2026, mas os gargalos logísticos em Callao e nas regiões interiores ainda limitam a competitividade das exportações.
Ser um dos três países da América Latina a liderar PPPs em 2026 é um sinal de capacidade institucional — não de infraestrutura já resolvida.
A OCDE identifica o Peru — junto com Brasil e Chile — como um dos países mais ativos em parcerias público-privadas para infraestrutura em 2026. [OECD] O Banco Mundial projeta que novos projetos de infraestrutura, combinados com inflação baixa e preços elevados do cobre, sustentarão consumo, investimento e exportações no médio prazo. [World Bank] Uma PPP de conectividade rural com apoio de Telefónica, Meta, IDB Invest e CAF já provê acesso 3G/4G em zonas remotas por meio de infraestrutura aberta.
Os dados específicos sobre capacidade logística do porto de Callao, gargalos de carga em Lima e hubs regionais não estão disponíveis em fontes verificáveis para este relatório. O que se sabe: o BBVA aponta a construção de grandes minas de cobre como prioridade de investimento nos próximos anos, o que exigirá expansão de capacidade logística para escoamento de produção. [BBVA Research]
Para setores exportadores, a logística peruana tem um ponto de vulnerabilidade estrutural: a concentração do comércio exterior pelo porto de Callao, numa cidade que enfrenta pressões de violência urbana e congestionamento. Qualquer atraso ou paralisação em Callao afeta desproporcionalmente as exportações minerais. A diversificação portuária — com portos no sul como Ilo e Matarani — ainda não possui capacidade comparável para absorver os volumes que o crescimento da mineração exigirá.
O Peru compete por IED como exportador de commodities — não como destino de manufatura ou serviços — e essa especialização define quem ganha e quem perde.
A mineração, o setor mais competitivo internacionalmente, é também o mais exposto a conflitos sociais, volatilidade de preços e risco político — a maior força e o maior calcanhar de Aquiles do Peru ao mesmo tempo.
O Peru compete no IED global com base em três ativos: reservas minerais de classe mundial (é o 2º maior produtor de cobre do mundo), posição geográfica no Pacífico Sul com acesso ao mercado asiático, e estabilidade macroeconômica relativa na América do Sul. [EY / ProInversión] Esses ativos são reais — o salto de 73% no IED em 2025 confirma que o capital reconhece o valor. O problema está no custo de operação: conflitos sociais, corrupção endêmica e instabilidade política elevam o risco e o custo efetivo de cada projeto.
No setor de serviços e manufatura, o Peru não tem posição competitiva clara frente ao Chile (melhor ambiente de negócios), Colômbia (mercado maior) ou México (proximidade com os EUA e integração em cadeias de valor norte-americanas). O salário mínimo baixo é um diferencial de custo, mas sem infraestrutura de suporte, força de trabalho qualificada documentada ou estabilidade regulatória previsível, o custo total de operação não é necessariamente inferior ao dos competidores. [OECD]
O setor agroindustrial é a exceção promissora: o Peru exporta frutas, vegetais e produtos do mar para mercados premium em Europa e América do Norte com diferencial de qualidade reconhecido. Mas capta apenas 5,1% do IED total. [EY / ProInversión] Há aqui uma oportunidade de diversificação que o país ainda não converteu em capital — o que provavelmente reflete tanto os gargalos logísticos quanto a ausência de políticas setoriais de atração de investimento fora da mineração.
O resultado das eleições de abril de 2026 é a variável que mais muda o cenário para os próximos três a cinco anos.
O Peru tem fundamentos para crescer a 3% ao ano — mas o realiza apenas se o próximo governo construir coalizões legislativas e não reverter a ortodoxia macroeconômica.
O cenário base para o Peru nos próximos três a cinco anos é crescimento entre 2,5% e 3,0% ao ano, com inflação dentro da meta e dívida pública abaixo do teto fiscal. [BCRP via BBVA Research] Esse cenário pressupõe que o governo eleito em abril de 2026 mantenha a ortodoxia fiscal do BCRP, consiga formar coalizões mínimas para aprovar reformas pontuais e não enfrente conflitos sociais de grande escala na mineração.
- Candidato reformista vence eleições com votação expressiva no primeiro turno
- Preços do cobre e do ouro permanecem acima de USD 9.000/t e USD 2.500/oz
- Acordo de PPP em infraestrutura desbloqueado nos primeiros 12 meses
- Redução mensurável de conflitos sociais na mineração
- Governo eleito mantém ortodoxia fiscal do BCRP
- Construção de novas minas de cobre avança sem paralisações prolongadas
- IED em telecomunicações e energia sustenta diversificação parcial
- Incerteza eleitoral desaparece após posse em 28 de julho de 2026
- Presidente eleito em segundo turno com margem estreita e oposição majoritária no Congresso
- Paralisação de projeto mineral de grande escala por conflito com comunidades
- Queda do preço do cobre abaixo de USD 7.500/t por mais de dois trimestres
- Nova crise constitucional com envolvimento das Forças Armadas
O cenário otimista exige mais: um governo com agenda reformista capaz de simplificar o ambiente regulatório, destravar o pipeline de projetos de infraestrutura em PPP, e converter a posição do Peru em minerais críticos (cobre, lítio) em contratos de longo prazo com parceiros asiáticos e europeus no contexto da transição energética global. [OECD] Se isso ocorrer, o crescimento pode se aproximar de 4% ao ano e o IED pode se diversificar além da mineração.
O cenário pessimista é o mais documentado historicamente: um governo minoritário sem capacidade de aprovação legislativa, conflitos sociais que paralisam projetos minerais, e retração do investimento privado que reduza o crescimento para 1,5%–2,0%. [Allianz Trade] Esse cenário não exige um choque externo — o Peru já o viveu múltiplas vezes desde 2016. A probabilidade não é baixa exatamente porque o padrão é recorrente.
Key things to remember
About About this report
Este relatório analisa o Peru como ambiente de negócios e destino de investimento, cobrindo fundamentos econômicos, força de trabalho, risco político, fluxos de IED, infraestrutura e perspectivas para 2026–2030.
Destinado a investidores, fundadores, executivos e analistas avaliando entrada ou exposição ao mercado peruano.
Produzido pela Ren a partir de dados do FMI, Banco Mundial, OCDE, BCRP, EY/ProInversión, BBVA Research e fontes complementares Tier 2 e Tier 3.
Dados principais referem-se a 2025–2026; onde apenas dados de 2024 ou anteriores estão disponíveis, isso é indicado explicitamente.
Sources Fontes e Metodologia
Pesquisa realizada em 21 Apr 2026. Todas as estatísticas possuem marcadores de citação em linha.
Crescimento do PIB Peru 2025 — BBVA Research / BCRP: 3,3% (dado realizado) vs FMI Article IV: projeção de 2,8%; World Bank: projeção de 2,9%. O dado realizado do BBVA Research / BCRP de 3,3% foi usado como referência principal por ser posterior às projeções do FMI e do Banco Mundial e refletir o resultado efetivo do ano.
Crescimento do PIB Peru 2026 — BCRP (via BBVA Research): 3,0%; BBVA Research: 3,1% vs Allianz Trade: 2,7%. Ambas as estimativas foram apresentadas, com a divergência do Allianz Trade atribuída ao peso dado à incerteza eleitoral — fonte relevante para análise de risco.
Salários por setor (mineração, manufatura, serviços, agricultura) sem fonte Tier 1 disponível para 2025–2026; INEI e Ministério do Trabalho não publicaram dados setoriais acessíveis nas fontes pesquisadas. Confiança na seção de força de trabalho: MEDIUM.
Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International para 2025 não confirmado em fonte primária; cifra de 32/100 circula em fontes secundárias sem atribuição verificável. Não usada como dado primário.
Tamanho do mercado de e-commerce peruano para 2025–2026 não disponível em nenhuma fonte verificável. Seção omitida.
Capacidade logística e métricas operacionais do porto de Callao e hubs regionais não disponíveis em fontes verificadas para 2025–2026. Análise baseada em contexto qualitativo.
Nenhuma empresa multinacional identificada pelo nome como investidora líder no Peru em 2025–2026 em fontes Tier 1 ou Tier 2. Estrutura competitiva setorial no nível de empresas não pôde ser mapeada.
Taxa de participação na força de trabalho e dados de escassez de habilidades sem fonte Tier 1 disponível para 2025–2026. Ausência registrada, não preenchida com estimativas.
Rankings do Business Ready 2025 do Banco Mundial para o Peru não disponíveis em detalhe nas fontes pesquisadas; apenas contexto geral do programa disponível.
Este relatório é produzido apenas para fins informativos. Não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou de investimento. Todos os dados são obtidos de informações publicamente disponíveis na data da pesquisa. A Renatus Ventures não faz declarações quanto à completude ou precisão de dados de terceiros.